sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ENTREVISTA COM FERNANDO COUNT OLD = OLD THRONE, COUNT OLD, ANTI LIFE, NEBLINA SUICIDA


 


METAL NODESTE 666:  SAUDAÇÕES, QUAIS AS DIFICULDADES DE  ESTÁ EM UMA BANDA SÓ DE UMA PESSOA?

Fernando Count Old: Saudações também nobre irmão!
Muitos acham que ter uma One man band é sinônimo de dificuldade, eu tenho 4 one man band sendo que uma delas, a mais conhecida, mais velha e a que eu mais me foco é o Old Throne e as mais novas que são: Count Old, Anti Life e Neblina Suicida. No começo as coisas eram muito difíceis para mim, pois, tive falta de apoio e falta de verba para por os meus planos em prática com o Old Throne, mas, com muito esforço e sabedoria eu consegui tornar real o Old Throne. Hoje eu não tenho dificuldades para lançar meus materiais e sigo conquistando o respeito dos Reais Guerreiros do Underground Black Metal Brasil a fora.

Tenho sempre um probleminha ali e outro aqui, mas, não é nada que me faça desanimar e me e me mantenho forte em meus planos e ideais dentro do Black Metal e isso sempre é reconhecido pelos apreciadores de minha arte e por isso eu jamais irei ter dificuldades com as minhas bandas, pois, a força dos Guerreiros do Black Metal sempre irá me dar forças para continuar ativo na Real Cena Underground Black Metal.

METAL NODESTE 666: OLD THRONE LANÇOU EM 2007 O ODIO É SO O QUE RESTA, E CANTADA EM PORTUGUES, QUAL A DIFICULDADE DE ESTA REALIZANDO ESTE TRABALHO?

Fernando Count Old: “O ódio é só o que resta” foi a primeira demo do Old Throne, foi gravada toda no improviso e com poucos recursos. Nessa demo eu canto em Português e também em todos os meus outros trabalhos com o Old Throne desde: “O ódio é só o que resta”, “O Black Metal jamais morrerá”, “Eu me arrasto para o meu próprio abismo” e no trabalho mais recente com o EP “A raiz do destino funesto”.
Sempre canto em Português e sempre cantarei, pois, tenho orgulho de ser o que eu sou e jamais irei bancar o ridículo, sendo Brasileiro e cantando em outro idioma onde só o que eu conheço são as típicas propagandas para atrair turismo.

Sou Brasileiro e Brasileiro tem que cantar em Português!

METAL NODESTE 666: COMO FOI O LANÇAMENTO DE “EU ME ARRASTO PARA MEU PRÓPRIO ABISMO”, QUAIS FORAM AS CONDIÇOES?PRECISOU DE ALGUEM PARA LHE-AJUDAR?

Fernando Count Old: O álbum “Eu me arrasto para o meu próprio abismo” inicialmente foi lançado por um selo Costarriquenho chamado “Viceral Vomit Records” conheci esse selo através do Lord Baphometh da banda Nevercrhist.
Saíram por esse selo: 150 CDr e 150 Tapes onde eu teria direito a 30 capas dos CDs e 30 capas das Tapes porém, como no Brasil as Tapes são vistas pela massa ignorante como um atraso nos lançamentos das bandas de Black Metal. EU preferi fazer um acordo com o dono do selo e combinamos que ele me enviaria 50 capas de CDs e ele poderia ficar com todas as capas das tapes, mas, o cara me passou 39 capas de CDs com uma qualidade de impressão horrível, digna de um cd pirata e não lançou o álbum como oficial e sim com um formato de Demo. Eu na época fiquei louco de tanto ódio, rasguei várias capas e decidi não vender as cópias no Brasil por elas estarem totalmente fora do padrão que eu esperava mas, o pessoal me pediu muito para vender as poucas cópias que sobraram e eu estou vendendo os CDs que sobraram.

O álbum “Eu me arrasto para o meu próprio abismo” foi relançado no formato Tape agora em 2011 pelo selo Português “Satanhades Productions” com cópias limitadas em 300 tapes com uma nova versão do encarte.

METAL NODESTE 666: QUAL É O GRANDE DESAFIO DE ESTAR REALIZANDO ESTE TRABALHO?

Fernando Count Old: O meu desafio e ter que aturar idiotas invejosos que ficam de fofoquinhas tentando denegrir a minha imagem perante os meus irmãos na Cena Underground.

Quero que esse bando de cristãos, porcos, bastardos... se fodam e que fiquem sabendo que quanto mais eles falam merdas de mim mais eu irei evoluir e irei conquistar o respeito dos Reais Guerreiros do Black Metal pois, todos os Reais na cena sabem muito bem que o Black Metal foi feito para lutar contra a ignorância e contra os Dogmas que tentam acorrentar as nossas mentes a um mundo sujo e sem vida digna e não foi feito para intriguinhas e fofoquinhas de bandas ridículas que acham que Black Metal Real é só por uma jaqueta de couro, pintar a cara, fazer cara de mal e dizer foda-se o cristianismo.

Black Metal é a mais pura e verdadeira arte criada pelas mãos de guerreiros nobres por natureza!

METAL NODESTE 666: QUAIS SÃO AS TEMATICAS ABORDADAS EM SUAS LETRAS E COMPOSIÇOES?

Fernando Count Old: No começo no Old Throne se eu me lembro bem, eram abordadas as temáticas: Anti cristianismo, guerra, honra, ódio, anti humanos e depressão mas, com o tempo eu fui dividindo as minhas letras assim:
Old Throne: Anti-Religião, Ateísmo, Ódio, Honra e Guerra.
Anti Life: Anti Cristianismo, ódio, Anti Humanos, Tortura e guerra
Neblina Suicida: Depressão e Suicídio

Não citei o Count Old pelo fato dele até o momento só contar com músicas instrumentais!

METAL NODESTE 666: QUAL FOI O SEU GRANDE OBJETIVO DE ESTAR REALIZANDO ESTE TRABALHO?

Fernando Count Old: Reconhecimento pelo meu esforço e pelas minhas vitórias nesses 4 anos que eu estou colaborando com o Black Metal.

METAL NODESTE 666: OLD THRONE SENDO UM PROJETO ONE MAN BAND, FUTURAMENTE É POSSIVEL DE ENTRAR INTEGRANTES OU NÃO?

Fernando Count Old: Jamais penso e jamais irei pensar em por outros integrantes no Old Throne até porque se entrar outros integrantes no Old Throne ele deixará de ser o Old Throne e será mais uma banda com vários integrantes, com brigas e ideologias diferentes.

Penso sim, no futuro se ocorrer apresentações com o Old Throne eu chamar alguns amigos e eles se apresentarem comigo em alguns eventos mas, membros fixos no Old Throne? Jamais!

METAL NODESTE 666: VOCÊ COMPOE TODAS AS MUSICAS EM PORTUGUES, JÁ SURGIU IDÉIAS DE COMPOR EM INGLÉS?

Fernando Count Old: Não! Não gosto de inglês e até me arrependo “hoje” de ter colocado o nome do Old Throne de Old Throne e não ter colocado de Velho Trono e também em alguns de meus outros projetos que levam nomes em Inglês.

METAL NODESTE 666: EM SEUS ALBUNS QUAIS FORAM AS DIFERENÇAS DE UM AO OUTRO? ALÉM DAS LETRAS?

Fernando Count Old: A sonoridade, a qualidade de gravação e as idéias sendo aprimoradas e melhoradas com o passar dos anos.

METAL NODESTE 666: MUITO OBRIGADO FERNANDO POR ESTE MOMENTO E PARA FINALIZAR DEIXE UM RECADO PARA A GALERA QUE ACOMPANHA A BANDA:

Fernando Count Old: Primeiramente gostaria de lhe agradece pelo espaço oferecido e gostaria de deixar um Hail para todos os meus fiéis amigos espalhados de Norte a Sul pelo Mundo!

HAIL AOS REAIS, FODA-SE OS HIPÓCRITAS E OS CONFORMISTAS!

E LEMBREM-SE SEMPRE “O BLACK METAL JAMAIS MORRERÁ”!!!

3 comentários:

  1. Muito interessante seus pontos de vistas em relação a cena, pena que muitos brasileiros preferem dar valor a bandas estrangeiras e esquecem de enaltecer os artistas de seu próprio país,.

    O interessante do Old Throne é que é uma banda Madura e não coloca falácias em suas composições.

    Em minha opinião eu acho que muitas bandas de Black Metal ainda são muito infantis quando se declaram inspirar-se em temas como anti-religião para certas composições, toda generalização é burra não é verdade? Um todo igual não existe.

    Mais o verdadeiro Black Metal é tratado com canções que retratam a obscuridade de uma forma inteligente trazendo como sinônimo de força e não de degeneração da vida , temáticas apenas de blasfêmias são para os ouvidos daqueles adolescentes desprovidos de entendimento acerca do que acreditam.

    Muito boa a entrevista e parabéns ao Count Old por seus pontos de vistas esclarecidos.
    Ao invés de Hail ou Heil Costumo usar Anauê que significa :

    Anauê é um vocábulo de origem tupi, que servia como saudação entre os indígenas e de brado. É uma palavra com conteúdo afetivo que significa: "Você é meu irmão"

    Chega de tantos estrangeirismo até nas palavras ¬¬ Hail de cú é rola!

    Fica ai o meu blog: www.falsosmoralismos.blogspot.com

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  2. Eu admiro muito o trabalho do Count Old. ultimamente ando muito desanimado com tudo, sempre estou preocupado com probleminhas que me afetam profundamente me fazendo socar as paredes de casa. com esse som eu me sinto melhor, pois diz tudo aquilo que eu sinto, a vida do ponto de vista de cada um.

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