sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ENTREVISTA COM VIOLATOR NO METAL NORDESTE 666


Metal Nordeste 666: Primeiramente conte-nos um pouco da historia da banda:
Pedro Poney: Primeiramente, obrigado pela entrevista e pelo interesse! É um prazer manter contato com pessoas que mantem viva a cultura underground nos diferentes lugares do país. Bem, o Violator começou em 2002, apesar de nós tocarmos juntos em uma outra banda desde o início de 1999. Nós éramos amigos do colégio e queríamos ter uma banda e produzir metal de um jeito raivoso, visceral e honesto que a gente não encontrava por aqui. Essa época era o auge do new metal e do metal melódico, vocês devem se lembrar, e a gente tava interessado em tocar alguma coisa que fosse radicalmente distinta desses estilos. Em velhos sebos da cidade, acabamos encontrando discos antigos do Kreator, Assassin, Whiplash, etc. e foi como uma descoberta pessoal também. Começamos a fazer thrash e nunca mais paramos. Desde então a banda lançou uma porrada de material, viajou por boa parte do mundo, mas essencialmente continua sendo quatro amigos que gostam de estar juntos e fazer barulho juntos.

Metal Nordeste 666: Como que é levar o grupo sem mudar seus componentes? Hoje em dia vermos muitas bandas que troca de guitarra, batera e mas, como está sendo essa caminhada?
Pedro Poney: Isso nunca foi problema pra gente porque, como eu disse antes sempre fomos amigos antes de ser uma banda. E a gente leva isso até hoje, nossa amizade e parceria são muito mais importantes do que o Violator. Eu sei que nem todas as bandas levam as coisas dessa forma, mas é assim que gostamos de produzir. Geralmente, temos uma relação de amizade com os produtores dos shows, os selos, os zineiros e todo mundo que frequenta e faz parte do underground como a gente.

Metal Nordeste 666: Como é que foi a grande expectativa de estar em fortaleza novamente? Como vocês veem nosso underground fortalezense?
Pedro Poney: Esse último show em Fortaleza acho que foi o mais legal de todos que já fizemos aí. A energia e a insanidade do pessoal ali foi inacreditáveis. Sempre nos sentimos em casa aí em Fortaleza, muito pelo fato de nossas famílias serem daí do Ceará. Fortaleza é quase como uma segunda casa. Eu acho a cena de Fortaleza incrível, nos estilos mais diversos. Algumas bandas daí que são minhas favoritas são: Diagnose, Facada, Blasfemador, Scatologic Madness Possession, Warbiff, Vingança, Feculent Goretomb, Skate Pirata, Betrayal e muitas outras. A cena daí é muito produtiva e sempre muito movimentada, isso é muito bacana. Acho que as pessoas do Nordeste em geral deveriam valorizar mais a produção local e não apenas idealizar as coisas no Sudeste do país, até porque as coisas por lá são muitas vezes mais sem-graça do que aí.

Metal Nordeste 666: Em 2002 a banda gravou sua demo ao vivo intitulada de Killer Instinct, qual a expectativa de ter lançado essa demo?

Pedro Poney: A Killer Instinct foi nosso primeiro material, eu tinha 16 anos na época da gravação. Eu considero as músicas bem fraquinhas (risos) mas acho que vale pela intenção. Nós éramos 4 moleques no meio do país que não conheciam ninguém que estivesse sequer falando em 'Thrash Metal' e mesmo assim era isso que a gente queria fazer. Naquela época a gente ensaiava todos os sábados, o dia inteiro, mesmo sem nenhum show marcado, apenas pela diversão de fazer barulho junto. Era bem legal.


Metal Nordeste 666: Em 2004 vocês lançaram o “Violent Mosh” quais foram a grande dificuldade para esta gravando esse trabalho? Demorou muito?

Pedro Poney: A principio o Violent Mosh seria uma segunda demo, queríamos aproveitar que já estávamos com o nosso som bem mais coeso e formatado, tínhamos dado largos passos em direção a uma agressividade thrash maior. Só que aí surgiu a oportunidade de lançar pela Kill Again, selo que na época estava começando, mas é guiada pelo nosso amigo Rolldão, que faz zine e está envolvido com metal underground desde o comecinho dos anos 80. Nesse EP foi a primeira vez que fizemos uma gravação mais profissional e aprendemos muito com ela, sou bastante satisfeito com o resultado, ainda mais quando lembro que éramos apenas moleques de 18 anos na época.

Metal Nordeste 666: Quais foram as grandes temáticas para estar fazendo Chemical Assault, pois é o cd, mas agressivo da banda?

Pedro Poney: Eu ainda acho que o novo material "Annihilation Process" mais agressivo. Mas bem, o Chemical Assault fala muito sobre destruição do planeta, guerras e morte. Acho que eu tava ouvindo muito Discharge na hora de escrever as letras (risos). De qualquer maneira, sobre a agressividade do som, nossa ideia sempre foi a cada lançamento, desde a primeira demo, dar um passo adiante na intensidade e na violência sonora. A gente não quer tirar o pé do acelerador de jeito nenhum.


Pedro Poney: Eu acho o Violent Mosh um pouco mais ingênuo que o Chemical. Mas acho que é uma coisa natural do nosso amadurecimento como compositor, né? Se você pegar o EP vai ver um monte de base que se repete, riffs mais simples e menos velocidade. No CD, a gente já quis radicalizar tudo isso, espero que tenhamos conseguido.

Metal Nordeste 666: O que a banda pensa para os seus projetos futuros?

Pedro Poney: Bem, no final do ano ainda temos uma série de shows marcados pelo Brasil e devemos voltar ao Chile. Começo do ano que vem é se preparar para mais uma turnê europeia e a gravação do disco novo que deve acontecer na Alemanha.

Metal Nordeste 666: Desde já agradeço ao Violator por ter aceitado o nosso convite para este momento, para finalizar desde um recado para os Thrashero:

Pedro Poney: Eu que agradeço! Um abraço a todo mundo que acompanha e apoia o Violator e que assim como nós, respira esse submundo! UFT!
Metal Nordeste 666: “Depois do Violent Mosh vem o Chemical Assault” quais foram a diferencia entre um para o outro?

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